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No sinistro do Príncipe das Astúrias, este naufragou em menos de 5 minutos, após a colisão com a lage, rasgando cerca de 45 metros do casco, da proa até a meia nau. Com o impacto das explosões das caldeiras, a massa d`água invadindo com os escombros, causou hemoragia interna nos passageiros, devido às explosões, matando na hora mais de 1.000 pessoas, e muitos com morte de queimaduras, causadas devido às explosões das caldeiras.
Aqueles que sobreviveram ficaram com queimaduras de 1o a 3o grau, e muitos morreram sendo jogados pelo mar violento contra as pedras do costão da Pirabura. Como já se sabe, muitos foram salvos pelo o navio a Vapor Francês Vegas, que vinha do Rio de Janeiro para Santos, em sua primeira viagem (de misericórdia).
O único escaler (bote salva-vidas) dos pelo menos 30 a bordo, salvou 17 pessoas. Devido a rapidez do naufrágio, não foi possível realizar as operações de salvamentos com outros escaleres.
Aproximadamente salvaram-se de 50 a 60 pessoas e 87 tripulantes, como registrou o inquérito na delegacia de Santos. Mas com certeza foram salvos muito mais, além daqueles que apareciam nos registros da delegacia.
Por outro lado, com certeza mais de 1.200 pessoas morreram, entre eles cladestinos, passageiros e tripulação.
Como também muitos se salvaram, mas o naufrágio ocorreu em uma área de dificíl acesso, tanto devido ao mar bravo e com temporal por terra naquela época, tanto de Santos e de São Sebastião, os socorros provavelmente chegaram muito depois do naufrágio, dispersando os sobreviventes por terra, principalmentes os cladestinos que se salvaram.
Oficialmente o navio tinha registradas 629 pessoas, das quais 193 eram tripulantes a bordo do Príncipe das Astúrias, mais os 1.000 à 1.200 clandestinos, motivo este que o Comandante Lotina, devido as cargas irregulares ao seu manifesto ou seu romaneio, e principalmente devido aos clandestinos Judeus (com seus pertence de valores), os refugiados, e desertores da 1ª Guerra Mundial), saiu por fora em alto mar, fazendo uma rota que não era comum na rotina da nevegação nestas águas, evitando assim a blitz de uma Fragata Inglesa fiscalizando os navios que vinham da Europa com bens materiais, contrabando, cargas sem manifesto e clandestinos, refugiados e desertores, socados nos porões.
Cetenas de passageiros e tripulantes foram enterrados na Ilha Bela, na praia da Serraria, muitos já em estado de putrificação após dias no mar, que foram devolvidos pelas correntezas maritimas na Praia Grande em Santos e outras praias da Ilha Bela, e o restante dos corpos foram resgatados pelos barcos de busca, foram levados também para Santos e enterrados como indigentes. Nos relatos dos sobreviventes e voluntários pescadores "Caiçaras" do próprio local, dizem que muitos foram enterrados em grandes valas na praia Grande.
Temos aqui a certeza que mais de mil mortos, e dos sobreviventes passam de mais de 400 passageiros, tripulantes e clandestinos, mas nunc foram comprovados oficialmente os óbitos, e nem o número de sobreviventes.
Como poderia o Comandante José Lotina e o seu Imediato, terem tempo de cometer o suicídio, para lavar a honra? Apesar da declaração do médico do navio, de eles terem cometido o suicídio com um tiro na têmpora, acredita-se que o Comandante e a sua Tripulação, nesses 5 minutos, só tiveram tempo de pensar em salvar o pessoal a bordo.
O comandante passou o aviso à sala de máquinas de toda força a ré, antes de abaluar a lage, e telegrafou pedindo SOS. Junto com seu imediato e tripulação, na movimentação com todo esforços de salvamento dos passageiros a bordo, inclusive conseguiram decer um único Escaler, salvando 17 vidas, numa plena foina e situação de naufrágio, acredita-se que o Comandante Lotina e o seu Imediato não teriam nem sequer tempo de um ato de corvadia ou orgulho, naquele momento em que todos a bordo precisavam do seu comando e experiência.
Certamente afundaram com o Príncipe das Astúrias, cumprindo o seu dever, assim morrendo como deve ser um Comandante de seu navio, indo a pique com ele, pois era o ultimo a sair de um naufrágio naquela época, não precisava se suicidar.
O navio Príncipe das Astúrias que poderia levar duas mil pessoas, entre passageiros e tripulação, com capacidade de 16.500 toneladas, estaria levando oficialmente mais de 500 passageiros e 188 tripulantes, não faz sentido, penso que a razão fala mais alto sempre.