O Projeto
18/01/2009 - 01h00

NAVIO DE MERGULHO DE SATURAÇÃO NAS PESQUISAS DO PRÍNCIPE DAS ASTÚRIAS???

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Sino de mergulho ao fundo da foto, o mergulhador todo equipado em regime de saturação, se movimentando devagar para área de serviço
Navio Stena Constructor, fonte: Fórum de mergulho off-shore, 1996
Câmara de vida de saturação, com mergulhadores (cada equipe ficando confinada por 28 dias)
Este é o Navio Stena Constructor, iguais aos outros Navios de Mergulho Profundo em Regime de Saturação, como o Tender Contest, Tender Carrier, Kaptur, Flexservice-I e Flexservice-II, e outros mais(época a partir de 1974, quase todos vindo do Norte da Europa,(Mar do Norte) para trabalhar com os Mergulhadores Brasileiros, que vão mais fundo no Planeta, que tem a tecnologia mais avançada do Mundo. Depois dos astronautas, os Mergulhadores Profundos em regime de saturação, são os que correm mais risco de vida no trabalho.  
Estes navios foram projetados para mergulhos, lançamentos de linhas de Oléodutos, Gasodutos e outros serviços diversos, com seu equipamento Hiperbárico completos para altas profundidades realizados no Brasil até 320 metros, 33 atmosferas absolutas, profundidade essa onde nenhum homem chegou, só os mergulhadores brasileiros.
O mergulhos são realizados na da Bacia de Campos, Estado do Rio de Janeiro, prestanto serviço de perfuração e prospecção de petróleo para a Petrobras e para divisas e econômia do nosso Brasil. 

Portanto, existem dúvidas se eles eram capazes de realizar um trabalho contínuo com essa embarcação, no soçobrado do Príncipe das Astúrias, naufrágado e colado no costão da Ponta da Pirabura e na profundidade de 18 a 39 metros.
Lá existem fortes correntezas, swell, visibilidade muitas vezes de 1 metro, todo  desmartelado , com dificil acessos, principalmente de com aqualung.
Arrastando um umbilical de 50 metros de comprimento, ligado com o sino, mesmo com o seu possionamento dinâmico por satélite, há um deslocamento de 1 a 2 metros (com o mar calmo). Mas na Ponta da Pirabura não há mar calmo!

Poderia sim, de 1 a 3 dias de condições de mergulho, pois mesmo saturados, com 6 mergulhadores em regime de Saturação com ar comprimido enrequecido com gás de O². Dentro de todas as normas de segurança profissional de 28 dias saturados em baixa profudidade (50 metros), não teriam sucesso.
Palavra de um mergulhador experiente, Castello, com mais de 11 Saturações, com mais de 30 Bounce Dive, e com 29 anos de Profissão.

"Na época de 1978/87 saturavamos de 28 dias até mais, que foi uns dos meus recordes 33 dias e 13 horas na câmara de saturação do Tender Contest, trabalhando na Bacia de Campos nas profudidades que variavam entre 120 e 260 metros.
De 1988 para cá, as oprerações de Mergulho Raso e Profundo em regime de Saturação, ficaram no máximo 28 dias, conforme a CLT e com a fiscalização do nosso Sindicato dos Mergulhadores (SINTASA).

As coisas mudaram muito para os mergulhadores do Brasil, em termos de segurança de mergulho, de tecnologia de ponta para os equipamentos de mergulho e especialização dos mergulhadores, com a Lei NR-15, na C.L.T., do Ministério do Trabalho e da Marinha.

Em resumo, seria uma boa experiência, mas não seriam capaz de mobilizarem o Navio Stena Construtor no local do naufrágio, por muito dias e não conseguiriam atingir a meta de pesquisas e muito menos de exploração, devido o alto risco para os mergulhadores, pois um navio destes custa por dia cerca de U$30.000 (na época de 1994)). É um grande o risco financeiro, e os seguros, nestas condições, não cobriria qualquer danos no navio e de óbitos dos mergulhadores. 
 
Para retirar as Estátuas que pertencem ao Patrimônio Cultural do Brasil, não vale tanto assim, não há tesouro no Príncipe das Astúrias, apenas lingotes de alguns minérios como estanho, chumbo e outras cargas de valores.
 
Uma boa embarcação, com a minha própria experiência foi o Hipocampo, porte médio, do comandante Jeannis Platão e sua tripulação, com a nossa equipe de Mergulhadores Profissionais com larga experiência em salvatagens e pesquisas de Naufrágios. 
 
Julio Castello Branco no Cais de Ilha Bela durante Expedições e Pesquisas do Astúrias em 1986 e 1987.
Julio Castello Branco, Supervisor de Mergulho Profundo de Saturação, na plataforma da Petrobras
Supervisor de Mergulho, com a câmara de filmagem em 3 dimensões, trabalho pioneiro nas filmagens submarino e superficíe no Brasil, para Petrobras.
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