O Príncipe das Astúrias foi construído em Glasgow, na Escócia, pela companhia Russel e Co. A empresa responsável pela operação marítima era a Companhia Pinnilos Izquierdo Y Co.
O navio foi lançado ao mar em 24 de abril de 1914, quase dois anos antes do naufrágio. Na época era o maior navio de passageiros de toda a frota espanhola, possuindo a mais alta classificação do
Lloyds.
O navio era movido a vapor, com uma máquina de quatro expansões (Quadruple Expansion Engine), com 1134 NHP. Era o orgulho da Marinha Espanhola, e fazia linha regular entre Barcelona e Buenos Aires (a mesma de quando ocorreu o acidente).
A rota de travessia do Atlântico durava cerca de 30 dias, partindo a cada dia 17 do mês, de Barcelona e escalando em Cadiz e Las Palmas na Espanha, Canárias, além do Rio de Janeiro e Santos no Brasil, Montevidéu, no Uruguai, antes de atingir Buenos Aires. (clique aqui para ver o
itinerário do Príncipe das Astúrias)
O navio possuía 150,8 metros de comprimento, 19,10 metros de boca e 9,6 metros de calado. Deslocava 17.000 toneladas com 185 tripulantes.
O navio suportava até 1.500 passageiros, em seu casco duplo, movido por dois grandes hélices.