O Mergulho
15/03/2009 - 12h11

CRIAÇÃO DE UM HABITAT NATURAL DO NAUFRÁGIO PRÍNCIPE DAS ASTÚRIAS.

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Vidas das Algas da flora Marinha, que garante o eco-sitema subaquático.
Peças doadas pelos mergulhadores ao Espaço Cultural do Museu da Marinha.
Castello com a câmera fotográfica saindo da água, registrando imagens da vida marinha, que somos todos responsáveis..
Mergulhador Castello, com uma Estrela do Mar, profundidade 41 metros, o lema preservar a Eco-Sistema da Flora Marinha.
Flora Marinha, Corais no fundo nas encostas do mar, profundidades 19 metros.
Objetivo preservação do Habitat Natural Marinho, peixes nas encostas do mar, profundidade 22 metros.
Acervo Castello / Fonte: Forum 2000
Mergulhador com achado de um Crânio Humano na mão
De acordo com os relatos do Mergulhador Castello, e da foto tirada pelo Mergulhador Raul Cerqueira, dos lingotes de  Estanho que foram colocados sobre uma pedra e esquecidas por os escafrandista das operações de exploração do Príncipe das Astúrias em 1956, pode-se constatar rachaduras na pedra,(fotos da galeria). 
Só para se ter uma idéia do impacto da explosões a onde estão os dois lingotes, com o mesmo tom de cor devido ao tempo,(croscas de ferrugem e outros metais),  que possui um grande rombo, que fica a cerca de 5 metros de profundidade do meio do porão de boreste, e que devido às explosões mal calculadas, não deu certo a operação de calculos dos explosivos, trazendo grande prejuízo do resgates dos lingotes e de outras cargas, só deixando, apenas uma brecha de acesso ao porão, sem penetração dos trabalhos de exploração, isso observada na época das pesquisas de 1986/87. 
Por esta razão, acredita-se que, pela dificuldades de acessos, ainda há cerca de 50% (pelo menos) das cargas que estavam no navio. Castello afirma com o tato das mãos, e com a máscaras rentes aos vasilhames de mercúrio (provavelmente), de 20 a 50 litros, tinham uma espessura grossa dos vidros dos garrafões, certamente se partiram mais de 90% dos garrafões, que são muito perigosas para a fauna marinha e aos mergulhadores desavisados da situação.

Com todos estes metais que criam crosca venenosas e corrosivas a fauna dos bivalvos, como Algas, Corais, Ostras, Estrelas, Esponjas, Mexilhões e
outras pequenas vidas marinhas para propocionar um a recife artificial, trazendo em breve, entre 2 e 3 anos, uma formação de um habitat natural da região, sem dúvida nenhuma.
Castello afirma que, para conduzir tal operações de mergulhos das retiradas das cargas, existe a necessidade muito grande de mergulhadores profissionais já com experiências em mergulhos de riscos, uma embarcação para operações de costa, com um bom Comandante e tripulação experiente, além de apoio de infra-estrutura na superfície (24 horas), e com maquinários e equipamentos de mergulhos adequados, fiscalização interrupta da Marinha, com um Oficial a bordo e Arqueólogo Subaquático gabaritados na área das operações de mergulhos. 

Na época em 1956, se utilizava o escafandro, e mesmo com o primeiro passo do equipamento avançado desenvolvido por Jacques Cousteau depois da Segunda Guerra Mundial, chamado Mistral, com sistema de válvula e traquéia, os mergulhadores(escafrandistas) não se adaptaram a tais equipamentos. Como já fora falado, o Príncipe das Astúrias é um mergulho de alto risco quando se trata de porões, e a roupa do escafandro, em contra partida à de borracha do Mistral, nos seus primeiros passos no Brasil, fez a diferença para os mergulhadores na hora de adentrar nos porões, e estes ficaram com receio da fragilidade da nova tecnologia.
 
Mergulhadores amadores e aventureiros devem evitar o mergulhos de acessos aos porões, entradas fechadas e brechas no Príncipe das Astúrias, pois há grande risco de óbito. 

Pode-se observar também o enorme rasgo (45 metros) na proa, onde houve a colisão do P.A. com a lage na Ponta da Pirabura, o que fez com que o navio afundasse rapidamente, em menos de 5 minutos. A popa encontra-se com metade enterrada na areia, na parte mais funda, a cerca de 36 metros de profundidade, (medido durante as pesquisas de 1986/87).
Alguns dos locais ainda não desmantelados são, a proa (17 metros), as caldeiras, partes do maquinário, as distribuições das tubulações de cobre parte das caldeiras continuam lá, e os porões abaixo assoreados pela areia (de 26 a 30 metros de profundidade).
Para uma operação de mergulho teria de ser feita uma dragagem manual (air life), com a saída da areia com repescagem de pequenos objetos na superficie, selecionando pertences de acervo dos mais simples, de jóias e ossos em partes pequenas, diversas vezes encontrei ossos humanos como femur, crânio e outras partes que estavam semi-enterradas, pois na lei brasileira se retirar uma ossada, ou parte de um osso humano do fundo, abre um inquérito policial, tem que ter uma licença e um especialista nas classificações destas peças por autoridades Competentes como Arqueólogos Especializados em diversos segmentos. 
 
 Alguns lingotes e estátuas apresentaram em bons estados de conservação em certa área do porão, mas em compensação, outras partes da embarcação estão todas desmanteladas pelo o tempo, destruídos pela ganância dos exploradores e piratarias. 

Julio conta que na primeira vez que mergulhou no naufrágio do Príncipe das Astúrias, teve logo uma relação de respeito e responsabilidade com o naufrágio,
"você sente que ele respira e os seus sons são diferenciados do fundo do mar".
O Príncipe das Astúrias, faz parte do movimento Histórico Marítimo do Brasil/Espanha.
Nos arredores do naufrágio, no raio de uns 50 metros, estão muitas peças com valor inestimável, mas são valores que devem ser preservados, não só no aspecto Arqueológico, mas também Cultural. 
Existem pessoas que possuem casas todas decoradas com acervos do Príncipe das Astúrias, e pagam caro por estas peças, incentivando assim os saques e piratarias nos naufrágios.
"Apesar da nossa equipe ter feito diversos mergulhos nas pesquisas, nenhum mergulhador possui sequer um garfo em sua casa, da cozinha do Astúrias", respeitando assim as Leis e regras da Marinha do Brasil, foram retiradas 4 peças do Pírincipe das Astúrias, sobre a ficalização do Oficial a bordo e Arqueólogo Subaquático da Marinha do Brasil, que foram doadas pelos mergulhadores, para o Espaço Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro, na Praça XV, que pode-se constatar com a imagens da Galeria de fotos dos textos.     

Castello afirma que uma limpeza das cargas venenosas (para o habitat natural da região), como Chumbo, Cobre, Bronze, Mercúrio e outras, teria de ser realizada  uma operação de grande porte de mergulho, com um custo empressarial de médio custo financeiro, tendo sucesso, seria ressarcido com o que investiu e com uma boa margem de lucro, assim, certamente com entendimentos com as Autoridades competentes da Marinha e do Ministério da Cultura, pela "nova lei".

Pois assim permitiria o retorno de um Habitat Natural Marinho da Região, trazendo benefícios aos pescadores manuais, ao Turismo submarino Visual e Fotográfico, Econômico da região, Aqueólogia, Museulogia, Ecologia, com Biólogos Marinhos para o Desenvolvimento do Criadouro Marinho, até se tornar um Habitat Natural da Região e a Preservação da História Marítima que é riquíssima, que pertence aos Museus e a Cultura do Brasil.    

Julio Cesar Accarino Castello Branco é Mergulhador Profissional há 29 anos (ativo), Co-fundador da Associação dos Mergulhadores do Brasil (APAS) e Co-Fundador do Sindicato de Mergulhadores Profissionais do Brasil - SINTASA, tendo sido diretor Comercial e de Desenvolvimento da COOPERBRASUB, Empressário Sub-Sat Diretor Comercial e de Operações no Campo, realizou mergulhos profundos, saturações e foi supervisor de mergulho profundo em regime de saturação terceirizado para a Petrobras na Bácia de Campos, e outras Empresas. Consultor de recursos submarinos e marinhos, Técnico em Naufrágios e agora está dedicado a desenvolver projetos para divulgar este mundo ainda pouco conhecido, com informações de trabalhos no campo e levando a consciêntização dos recusos do mar, que é o último cartucho da humanidade.

Embarcação em manobras com a base na Ponta da Pirabura, no local do naufrágio Príncipe das Astúrias - em 1956
Manobras de bóias, na base de apoio logístico e de operações de mergulho nos ano 1956
Vista da base de operações e acomodações dos Mergulhadores de 1956.
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