Ilustração antiga do Astúrias no mar violento
Fragata Inglesa de 1915 que fazia a revista nos navios vindos da Europa
Ilustração de uma fragata inglesa da época do naufrágio, que poderia ter feito que o Comandante Lotina desviasse de sua rota
Ainda discute-se muito sobre o real motivo do naufrágio do Príncipe das Astúrias. A versão oficial (ou pelo menos a mais aceita) diz que, devido ao mal tempo, que tornou o mar agitado e, por conseqüência, demandou um desvio de rota para evitar o mau tempo entrando numa zona de Ilhas: Ilha da Vitória e Ilha de Búzios, antes de atingir a Ilha Bela, trazendo assim um transtorno da bússola e confusão na navegação.
O comandante não teria visto as pedras da Ponta da Pirabura, e, no momento em que avistou a terra tentou engatar a "marcha a ré", mas não houve tempo, e o navio bateu em uma lage submersa da Ponta da Pirabura, ocasionando um rasgo que foi da proa à meia-nau, com aproximadamente quarenta e cinco metros de extensão.
O naufrágio foi rápido, não tendo durado mais do que cinco minutos, o que fez com que as chances de sobrevivência, principalmente àqueles das segunda e terceira classe, fossem muito menores.
Outras explicações discutidas incluem a de que o magnetismo das rochas da costa da Ilha Bela podem ter alterado a bússola magnética do navio, e ter ocasionado um desvido na rota.
Uma outra teoria, quase conspiratória, foi de que o navio parou próximo à costa de São Sebastião para passar 11 toneladas de ouro para outro navio, e acabou sendo levado pelas ondas até a lage. Soa absurdo demais imaginar tamanha operação acontecendo em um local tão conturbado, por mau tempo, com forte chuvas, relâmpagos e grandes ondas, não havendo condições nenhuma para uma operação como esta, e levando o belo Príncipe das Astúrias pelas correntezas até Ponta da Pirabura.